segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mapa Astral

Mapa Astral feito pelo Site www.somostodosum.com.br
Para entender o significado das casas:
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2376
http://portodoceu.terra.com.br/secund-beaba.asp 

Ascendente em Aquario
http://portodoceu.terra.com.br/beaba/ascendente-11.asp

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desafio Disney TOP 5!!

Como proposto no Desafio para minhas amigas lindas *-*, vamos la postar um TOP 5 de filmes favoritos de animações da Disney!! Estou louca para ver o delas!!

Então.. meus filmes favoritos, com certeza ainda são os que me marcaram mais na infância. Por mais que sejam produzidos novos filmes excelentes, eles não conseguem ultrapassar os antigos que chegaram e simplesmente ficaram. Tiveram filmes que foi amor a primeira vista.. até hoje me emociono com eles! Os clássicos são os meus favoritos.. amo os contos com princesas. E quando elas tem um diferencial, amo mais ainda! mas chega de blá blá bá e vamos a lista:


# 1ª POSIÇÃO: A Bela e a Fera
Esse é meu filme favorito contando com os filmes de animação ou não. Lembro que era muito dificil encontrar a fita dele pra vender na época e sempre que dava eu locava ele. Era engraçado que o rapaz da locadora sempre deixava uma fita dele reservado pra mim, pq meu bônus de filme, eu sempre pegava ele! Ainda bem q mainha sempre locava muitos filmes pra mim! huhuahuehe Acho que rolava uma super identificação com Bela, a estranha da aldeia que vivia enfiada em livros. (#me)


#2ª POSIÇÃO: A Pequena Sereia
Aprendi rapidinho a música de "Part of your world". Achava perfeita! Eu achava o máximo a personalidade de Ariel que ia em frente para conquistar o que queria, custe o que custar. Curtia muito o desenho animado (em série) que passava no SBT. Mais que o filme inclusive. Só que quando soube da história original de Hans Cristian Andersen eu fiquei perplexa. Achava que o desenho da Disney devia ter terminado da mesma forma trágica. Mas a Disney não podia acabar com os sonhos de milhões de criancinhas..vamos combinar né?

#3ª POSIÇÃO: Pocahontas
Esse foi ainda mais epsecial.. meu 1º filme visto no cinema. *-* E quem tinha a coleção dos relógios de Pocahontas da Kodak? EUUU!!!  Eu odiava Ratcliff que queria explorar a terra.. eu torcia para os indios derrotarem os brancos! ahsuhusihas Eu amava a música "colors of the wind" ficava imaginando se as pedras podiam mesmo ter vida!rsrsrs e esse foi o primeiro (ou único?) filme da disney com final "triste". E eu adorei!! huehue

#4ª POSIÇÃO:Tarzan
 ahsuhusha Mas eu amooo mesmo... e a música "You´ll be in my heart"?? Perfeita!! Adorava as cenas da floresta e achava muito engraçado Jane se derretendo por Tarzan! Esse filme vi no cinema com uma amiga muito especial que eu amo muito mas por séculos não há vejo e não sei como ela está hoje... Mas tenho certeza que toda vez que ela vê esse filme, ela lembra de mim. E eu lembro dela!

 #5ª POSIÇÃO: A Bela Adormecida
Aurora é a única princesa "clássica" que eu realmente gosto. Será que é pq ela gosta de dormir? hehe Quando falo "clássica" falo do perfil antigo de princesa passiva que apenas espera seu principe chegar. Também gostava muito da música "Foi você num sonho bonito que eu sonhei" Até hoje sei essa música!!Outra coisa que eu posso esquecer o filme todo, mas nunca esqueço a cena, são as duas fadinhas brigando pela cor do vestido : "rosa!"... "azul!!"

TOP 5 BÔNUS!!Ah meninas!! me perdoem, tiveram filmes que me esforcei para não colocar no TOP 5, mas que eu PRECISO comentar aqui... Sério!

#6ª Posição: Encantada
Ok. Não é 100% animação, mas é um filme que me surpreendeu! Achei muito inteligente.. da mesma forma que usa o padrão clássico das histórinhas, quebra o toque "clássico" e você morre de tanto rir.! rsrsrs Assisti no cinema, por falta de opção no meu aniversário.. mas acabou sendo melhor do que eu imaginava! Acho uma história muito bem bolada! 

 #7ª Posição:O Rei Leão
O título é autoexplicativo né? Sei que tem gente que vai me matar por ele estar em tão baixa posição! Mas isso não me faz  gostar menos dele. Lembro que pedi pra meu pai comprar a fita da Bela e a Fera, só que ele não encontrava e não aguentava mais eu enchendo o saco dele, então ele comprou a fita do Rei Leão pra mim.. que eu acabei assistindo tanto que decorei! Até hoje sei praticamente TODAS as falas do filme! "a vida não é justa não é? entenda ora, eu nunca serei rei...e você? você nunca mais verá a luz de outro dia. hunhunhun.Adios!"

 #8ª Posição:Mulan
Mulan não teve nenhuma relação marcante comigo mas eu sempre gostei muito. Lembro que todo mundo falava que era bom, e um dia peguei emprestado com uma amiga. Daih gamei! Sou super fã de Mushu. A música que eu mais gosto é "meu reflexo" e a dos soldados treinando (que eu não lembro o nome agora).Ah também adorava o cavalo dela!!Sempre adorei cavalos, vai ver reflexo de "cavalo de fogo" huehueh

#9ª Posição:Enrolados
Eu nunca achei muita graça na história de rapunzel, por isso quando saiu o filme nem me empolguei muito. Principalmente porque quem ia dublar Rapunzel era Kristen Bell (*-*), mas trocaram depois, não sei pq nem por quem!XD dai morguei.. só que um amigo viu e disse que lembrou de mim e me deixou curiosa para ver.. e quando eu vi... fikei besta!quem me conhece e assistiu o filme, vai entender. Ah! esse foi o primeiro filme que vi no cinema com Erick! =)


#BONUS POSITION: ANASTACIA
Oi? Postei ontem a música "Once Upon a December" em russo (#perfect)no momento Disney de Rosário, mas acabei lembrando depois que originalmente Anastácia não é da Disney... é da Fox! Mas lembro uma vez que comentário que foi produzido pela Fox, mas comprado pela Disney..enfim! Quem souber me avise! Especulações e mais especulações e eu não sei de quem é o filme, mas ele está na minha lista de favoritos!  Também não tenho nada marcante em relação ao filme mas o amo, acho lindo!! Once upon a december eh uma das minhas músicas favoritas até hoje!








quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Do que você tem Medo?

Você pode ter medo de risco, de desaprovação, de falar em público, de errar, de envergonhar a família, de perder o respeito dos amigos, de enfrentar pessoas, de defender seu próprio ponto de vista… enfim, medo.
 
Não importa qual o tamanho real do medo, para uma pessoa que convive com este sentimento por muito tempo, ele se impõe como uma parede imperiosa e sufocante.Como furar esse bloqueio?

1. Inicie, dê pequenos passos
Um medo antigo, consolidado por anos, sempre parece instransponível, mas se for atacado de forma tangencial, tende a perder essa aparente solidez e revelar-se como sempre foi: um ilusão, um mero comportamento aprendido. Imagine um homem ou mulher profundamente tímida que tem medo de convidar pessoas para sair. Um plano passo a passoincluiria cumprimentar todas as pessoas nos corredores do trabalho; aventurar-se em ambientes que não exigem comprometimento, como chats e fóruns da internet; trocar idéias com mais pessoas desconhecidas sobre assuntos triviais e, finalmente, habituar-se a conversar descontraidamente com aqueles que despertam algum interesse real. Certamente este método progressivo levaria tempo e daria trabalho, mas seria bem mais eficaz que isolar-se do mundo ou lançar-se em tentativas kamikazes, que só reforçariam a timidez. Diante de um medo inexpugnável, trace um plano generoso consigo mesmo, com progressão lenta e detalhada, tocando levemente as situações que inspiram temor, até que finalmente, consiga permanecer confortável e tranqüilo.

2. Crie um gatilho para sua motivação
Mesmo com o plano traçado, às vezes é mais fácil ficar pulando de um livro de auto-ajuda em outro que colocá-lo em prática. Dar o pontapé inicial requer energia extra, pois desafia um padrão continuamente repetido por anos. Essa energia extra se chama motivação. Pegue papel e caneta e escreva como seria sua vida sem esse medo atravancando seu caminho. Se instigar sua imaginação e for meticuloso, em 5 minutos terá um cenário muito mais rico e desejável para sua vida.Ao invés de olhar como sua vida foi até hoje com essa limitação, tenha o prazer de imaginar como ela se transformará quando o seu plano passo a passo estiver concluído. Então comece.

3. Reveja seu conceito de fracasso ou rejeição
Infelizmente, o conceito que temos de fracasso inclui desvalorização pessoal e rejeição (ou perda de respeito) de familiares e amigos. No entanto, se estudarmos a biografia de qualquer pessoa muito bem sucedida, veremos muitos becos sem saída e alguns fracassos estrondosos pelo caminho. Reza a lenda que Ford faliu duas empresas – com capital alheio – antes de colocar o primeiro calhambeque na rua.
Para se avançar e superar medos, é preciso considerar fracasso como uma coisa menos séria, um resultado até bem possível quando se assume responsabilidades e riscos, e que nos presenteia com a tão almejada experiência para tentativas futuras. Este temor infantil de falhar vem de uma visão de escassez sobre a própria vida: “se eu fracassar, nunca terei outra chance”. Uma visão de abundância, ao contrário, considera: “droga, deu tudo errado dessa vez! Onde foi que errei? Lá vamos nós de novo.”
Sempre há novas oportunidades de negócio, novas pessoas a conhecer, uma outra casa ideal, um outro carro, um outro vestibular. Uma vida cheia de tentativas e erros terá uma densidade de experiências muito maior que uma vida recolhida ao casulo do medo. E se der tudo errado de novo? Bem, até a morte, sempre haverá outra chance. Aproveite o momento presente

Sabe a propaganda do VISA: ‘por que a vida é agora’? Sugestões de marketing à parte, é a mais pura verdade.A maneira mais eficaz de enfrentar qualquer situação difícil é estar concentrado no momento presente, sem o peso psicológico do passado ou da projeção do futuro. Enfrentar o medo ancorado nos seus pensamentos passados, em coisas que deram errado,ou em fantasias sobre um futuro ideal que pode ser colocado em risco, é o modo mais rápido de perder a energia e ir a nocaute. A resposta a isso se resume em uma única palavra: FOCO.
Foque-se em seus pensamentos e sentimentos presentes, no que está diante de si agora e precisa ser realizado agora. Se traçou um plano passo a passo, use-o como suporte. Não analise exageradamente a situação, não perca tempo com especulações hipotéticas sobre o futuro.
Perceber o futuro como o resultado do momento presente dá o poder necessário para cumprir seu plano e passar por situações que antes o deixariam paralisado. No presente é que está a ação.
Renda-se.
Não, isso não significa entregar os pontos e desistir no meio do caminho.
Durante o processo de enfrentamento do medo, somos assaltados por todo tipo de sentimentos, muitos deles verdadeiros. Render-se significa aceitar esses sentimentos como legítimos enquanto parte de nossa história, sem aplicar rótulos e aplicar julgamentos. A superação do medo não vem da negação dos nossos sentimentos, mas de sua ressignificação, da mudança de referencial que intencionalmente impomos. A grande questão é: aceitar todos os sentimentos que nos bombardeiam, e mesmo assim continuar
o processo, dar um passo após o outro.
E então? Medo de começar? Apenas comece.

Texto de Adriana Rensi Psicóloga – CRP 12-03903

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chacal - o Simbolismo

O Chacal é o senhor do submundo. Ele é comparado ao Deus egípcio Anúbis. Anúbis é o guardião dos mortos. A reverência ao Chacal, por algumas tradições se dá, pelo fato dele sempre conseguir invadir tumbas e túmulos sagrados, para se alimentar da carne dos cadáveres, mesmo estes possuindo uma alta segurança.

É um animal muito esperto, cauteloso, rápido e estrategista. Ele é o ancestral direto do lobo, porém, diferente na simbologia. O Chacal vive em grupo apenas quando elege uma parceira, e esta dá à luz filhotes. Geralmente é um animal muito solitário e procura suas presas geralmente à noite. Ele é conhecido nas florestas pelo seu uivo, que marca o despertar do sol, simbolizando para muitas tradições, que as sombras da escuridão noturnas já se foram.

Este é o Animal de Poder de muitos xamãs feiticeiros. Ele nos proporciona a chance de adentramos a essência da magia, aplicando-a para transformar as feridas em antídotos capazes de curar a alma do sofrimento da morte.


O CHACAL, ANIMAL que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. Em algumas versões da lenda ele aparece como filho do deus Seth com sua esposa Néftis. Entretanto, a versão mais comum é a de que ele é filho de Osíris, que se uniu com Néftis por tê-la confundido com sua esposa Ísis. Quando esta última deusa veio a saber do nascimento da criança começou a procurá-la. Néftis, por temor a Seth, escondeu-a logo após o parto. Guiada por cães, Ísis encontrou o recém-
-nascido depois de grandes e difíceis penas e encarregou-se de alimentá-lo e Anúbis se converteu em seu acompanhante e guardião. Dizia-se que estava destinado a guardar os deuses, assim como os cães guardam aos homens. No alto da página vemos o chacal envernizado, com garras de prata, que guardava a múmia de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.). Na ilustração acima, um detalhe da dança marcial de três Anúbis na tumba do artífice Inherka, em Deir el-Medina.

REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.

O DEFUNTO, TRAJANDO UM VESTIDO DE LINHO, era introduzido por Anúbis no grande recinto onde o julgamento seria realizado. Saudava, então, a todos os deuses presentes. Depois, pronunciava uma longa declaração de inocência formada por frases negativas:

Não pratiquei pecados contra os homens.
Não maltratei os meus parentes.
Não obriguei ninguém a trabalhar além do que era legítimo.
Não deixei de pagar minhas dívidas.
Não insultei os deuses.
Não fui a causa dos maltratos de um senhor ao seu escravo.
Não pratiquei enganos com o peso da minha balança.
Não causei a fome de ninguém.
Não fiz ninguém chorar.
Não matei ninguém.
Não pratiquei fraudes na medição dos campos.
Não subtrai o leite da boca das crianças.
E assim por diante, alegando que tinha vivido sempre à altura dos padrões de conduta impostos pelos homens e pelos deuses.


ENQUANTO O MORTO FAZIA SUA DECLARAÇÃO, Anúbis ajoelhava-se junto a uma grande balança colocada no meio do salão e ajustava o fiel com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o prato direito com a outra. O coração do finado era colocado num dos pratos e, no outro, uma pena, símbolo de Maat, a deusa verdade. O coração humano era considerado pelos egípcios a sede da consciência.
A figura acima, de um papiro do Livro dos Mortos, da XVIII dinastia, conservado no Museu de Turim, ilustra bem essa cena. Aqui podemos ver Anúbis pesando o coração de uma sacerdotisa. O órgão foi posto no prato da esquerda, enquanto que no prato da direita está uma figura que representa a verdade. No alto da balança o deus Thoth, tendo a aparência de um babuíno, anota o resultado. Também podemos ver uma mesa com oferenda de um quarto de carne.

É CLARO QUE SEMPRE HAVIA A POSSIBILIDADE, ainda que remota, do coração desmentir o seu dono e falar mal dele. Contra tal perigo foi composta a invocação que se lê no Capítulo XXX do Livro dos Mortos:

Ó meu coração, minha mãe; ó meu coração, minha mãe! Ó meu coração de minha existência sobre a terra. Nada se erga em oposição a mim no julgamento perante os senhores do tribunal; não se diga de mim nem do que eu tenho feito, "Ele praticou atos contra o justo e o verdadeiro"; nada se volte contra mim na presença do grande deus, senhor de Amentet. Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a vós, ó meus rins! Homenagem a vós, ó deuses que assistis nas divinas nuvens, e sois exaltados (ou sagrados) graças aos vossos cetros! Falai [por mim] coisas justas a Rá, e fazei que eu prospere diante de Neebca. E contemplai-me, ainda que eu esteja preso à terra nas suas partes mais íntimas, consenti que eu permaneça sobre ela e não me deixeis morrer em Amentet, mas me torne uma Alma Imortal dentro dela.
ASSIM, AO SER PESADO O coração contra a verdade, verificava-se a exatidâo dos protestos de inocência do defunto. Como as negativas vinham de seus próprios lábios, ele seria julgado pelo confronto com o seu próprio coração na balança. Se este se igualasse com a verdade, tudo correria bem e o defunto seria bem-vindo no além-túmulo; caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro: Ammut, o devorador dos mortos, visto aqui em um detalhe do papiro do Livro dos Mortos do escriba Ani. Felizmente, os papiros sugerem que o morto em juízo era sempre absolvido. O tal monstro devia passar fome.

A CABEÇA DO CHACAL também era personificação de Duamutef, um dos quatro filhos de Hórus. Como tal aparecia na tampa do vaso canopo que abrigava o estômago do morto. Uma delas pode ser vista abaixo. É da época raméssida, de proveniência desconhecida, confeccionada em faiança egípcia, tem 17 cm de altura por 16 cm de largura e pertence ao acervo do Museu do Louvre. A egiptóloga Elisabeth Delange assim a descreve: A técnica sofisticada da faiança apresenta com realismo a pele preta brilhante do cão, com focinho alongado, com orelhas em pé, com uma peruca azul-marinho adornada com a fita vermelha ao redor do pescoço. Esta é a iconografia do cão selvagem que ronda os limites do deserto, o guardião do cemitério, o deus Anúbis, "Senhor-da-Necrópole". Anúbis, o patrono dos embalsamadores, é aquele que acompanha a alma do morto em sua última morada, usando uma peruca humana de mechas regulares, como nesta tampa. A assimilação se tornou clássica entre os dois cães funerários, Anúbis e Duamutef, ligados ambos à mumificação.

CADA COR ERA DOTADA de um valor simbólico — prossegue a autora —, pois o cão lobo errante do Egito raramente era preto. Esta cor escura evoca de maneira simbólica a terra arável depositada pela inundação, anunciadora da vida e da fecundidade. E pela consequência de toda gestação, por um renascimento. O betume e as resinas escuras de acácia que entravam na composição dos produtos de mumificação, serviam também como revestimento protetor dos sarcófagos, aromatizavam as estátuas dos deuses da fertilidade, e ainda podiam recobrir de forma benéfica as estátuas de culto.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oh! Mãe Tiamat!

por Rayan Daire (Rodrigo Carvalho)





Oh! Mãe Tiamat! Tiamat! Tiamat! (x2)

Das águas profundas do mundo
Trouxestes os teus Dragões
Que forjam a trama da vida
Além de nossas razões

Oh! Mãe Tiamat! Tiamat! Tiamat! (x2)

Teus ossos sustentam a terra
Tuas asas percorrem o ár
Teu ventre é abismo profundo
Tuas fogo vem nos guardar

Oh! Mãe Tiamat! Tiamat! Tiamat! (x2)

Das terras ecoam tremores
E ventos percorrem o mar
E a chama que traz a ferida
Também tem o dom de curar!

Oh! Mãe Tiamat! Tiamat! Tiamat! (x2)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dark Venus Persephone (Therion) - Letra e Vídeo



Together in underworld, Hades and Persephone
Daughter of Ceres, a tragic fate
It fell to your lot the day you ate
Apples from the Elysian fields

Persephone in (the) underworld

Forever in the underworld, (the) fate of Persephone
Only the summer will set you free
But you'll be forced back to your husband
When you taste the pomegranate juice

Persephone in (the) underworld

Inside the underworld
Inside the ice and winter snow
(In the) water of Cyane
Your girdle float

Underworld Venus Persephone

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fizeram a gente acreditar...

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.

Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

* Não tenho certeza sobre a Autoria desse texto, mas na internet ela foi atribuida à Martha Medeiros (dentre outros autores ¬¬).*